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Quando um poeta se cala Para sempre e deixa a vida, Ouve-se a voz dolorida De um verso levado à vala. E uma poesia perdida. Vê-se na estrada, sem mala Para guardar o que fala E o que sente - sem guarida. Quando um poeta nos deixa, Fica uma brecha, uma queixa, Resta um adeus sem acenos. O mundo fica mais triste, E o céu em dizer persiste Que é Deus nos falando menos. Extraído do livro "Poesia, Melhor Não Ler" Publicada com autorização da Autora
20/10/2005



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