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F11 E
lá se foi mais um dia ...
Cada vez mais perdida, tento apoiar-me
nos
resquícios de esperança que carrego dentro
de mim. Um
vazio enorme clama por um pouco de carinho,
de afeto e de respeito. Com
atenção e tensão, escuto e tento entender, como
se estivesse num confessionário, tantas reclamações
e insatisfações iguais
as minhas. Questiono
o motivo de tudo isso e me angustio. Estendo
a mão mas de nada adianta; sinto-me
uma estátua. Outras
vezes, acho que sirvo apenas de pouso
ou de estalagem onde viajantes passam,
buscam água, alimento e descanso,
se fortalecem e se vão.
O
que deixaram para trás se transforma apenas
em lembrança. Penso
na dificuldade maior; não a de me doar
mas a de receber ou trocar experiências. Todos
querem alguma coisa mas poucos entendem
e têm condições de assimilar o
que lhes é oferecido. Não
falo da retribuição, mas da troca. Um
sorriso, um carinho, uma atenção,
um bilhetinho...gestos
tão simples, às vezes são
tão
mal interpretados e usados. Falta
pureza e sinceridade nos
atos das pessoas. Muitos
querem preencher seu vazio, a
todo custo, sem se darem conta de que é necessário
plantar para colher. A
terra mal trabalhada nos dá poucos frutos mas
pode ser abundante em sementes. Busquemos
essas semeaduras dentro de
nós primeiro. A
colheita será conseqüência desses
momentos. Nós
podemos e devemos.
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06/10/2000 Atualizado
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28/03/2004


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