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Cala-te coração, Eu te reprovo, te censuro. Não derrubes o muro Do silêncio, Disfarça a amargura, Num sorriso que não cura, Mas te fantasia de não. O sim não te traz proveito, Tem algo de proibido, Hostilizado no preconceito, Desrespeitado e invadido Na força da tua dor. É só teu este amor Então não te exponhas, Não renuncies, mas não deponhas, Pois não és réu, és amante. Cala-te coração, Mas leva adiante, Carrega contigo no peito, Na alma, no olhar, Num gesto mudo de vida, O que esta vida que fala Jamais compreenderá. Por favor, coração, te cala, Ninguém te impedirá de sonhar. Todos os Direitos Reservados
11/11/2004
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