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Quero-te liberta, alma de poeta!

Teus doces versos a dançar na pauta.

Tua inspiração no peito reprimida

permanece muda abraçando o nada.

Alma minha que já foste livre.

Voavas solta aspergindo rimas,

inventando beijos, decantando afetos.

Em puro lirismo tudo convertias.

Ó quietude morna que enlouquece!

Devolve-me os poemas que roubaste.

Rebela-te, arrebenta teus grilhões.

Desperta a turbulência que em ti habita.

Na tua liberdade vou cantar estrofes.

Dos sonetos – feliz – enamorar-me.

Embriagar-me, louca, no teu mar de letras.

Edificar-te em versos, alma de poeta!  

 

 

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Amor & Sonhos

 

03/03/2004