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UM HOMEM, - era aquela noite amiga, Noite cristã, berço do Nazareno, - Ao relembrar os dias de pequeno, E a viva dança, e a lépida cantiga,
Quis transportar ao verso doce e ameno As sensações da sua idade antiga, Naquela mesma velha noite amiga, Noite cristã, berço do Nazareno.
Escolheu o soneto... A folha branca Pede-lhe a inspiração; mas, frouxa e manca, A pena não acode ao gesto seu.
E, em vão lutando contra o metro adverso, Só lhe saiu este pequeno verso: "Mudaria o Natal ou mudei eu?"
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10/12/2006
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