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I Não,
não
morreste,
mestre
Alberto
de
Oliveira! Ouço-te
ainda
a
voz
de
ritmados
acentos. Ora
no
perpassar
desenfreado
dos
ventos, ora
no
turbilhão
das águas
em
cachoeira.
Vejo-te
o
vulto
ereto
e
firme
de
palmeira A
fronte
desfraldados
largos
firmamentos. E
em
teus
poemas
escuto
os
humanos
lamentos, O
rugir
das
paixões
no
espasmo
da
cegueira.
Em
cada
arbusto,
em
cada
fonte,
em
cada
ser Ficou,
por
tua
ausência
uma
sombra
de
mágoa Que
lá
dos
altos
céus
tu
não
consegues
ver.
E
nas
noites
de
luar,
quando
é
mais
triste
o
luar, O
Paraíba
estende
os
longos
braços
de
água Para
as
margens,
num
choro
triste,
a
te
chamar.
II E
te
chama
baixinho
a
cancela
da
estrada E
o
fio
d'água,
entre
begônias
na
floresta. Pergunta
onde
andarás
às
abelhas
que
em
festa Tecem
poemas
de
mel
na
colmeia
dourada.
O
cavaleiro
quando
passa
em
disparada Diz
o
teu
nome
ao
vento
e
o
vento
à
serra.
E
nesta Velha
paineira
aberta
em
flores,
inda
resta Chuva
de
pólen
dos
teus
versos
na
ramada.
Festa
de
asas,
cantar
de
pássaros...Rumor De
insetos...Anda
no
ar
transparente
ligeira A
primavera
clarinando
em
teu
louvor.
E
a
casa
que
foi
tua
e
hoje
é
casa
de
Deus, pelos
braços
da
velha
e
esgalhada
mangueira Manda-te
ao
por
do
sol,
o
seu
último
adeus.
Esta
homenagem foi publicada na
"Revista Ilustração
Brasileira" de Julho/1937,
seis meses
após o falecimento do Poeta
Alberto de Oliveira Respeite
os Direitos
Autorais Amor
& Sonhos
Atualizada
em 29/07/2004


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