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Flores azuis, e tão azuis! aquelas Que numa volta do caminho havia, Lá para o fim do campo, onde em singelas Brancas boninas o sertão se abria. A ramagem viçosa, alta e sombria, Presa, que azuis e vívidas e belas! Um coro surdo e múrmuro zumbia De asas de toda espécie em torno delas. Nesses dias azuis ali vividos, Elas azuis, azuis sempre lá estavam, Azuis do azul dos céus de azul vestidos, Tão azuis, que essa idade há muito é finda. Como findos os sonhos que a encantavam, E eu do tempo através vejo-as ainda! Todos os Direitos Reservados
20/10/2005


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